Grupo de Improvisação em Movimento,Som,Imagem e Palavra



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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Comentário de Márcia Tiburi, filósofa convidada do Creuza

Creuza inventa o passado não para passá-lo a limpo, mas para manchá-lo com o presente, este rastro sujo de alguma coisa perdida, reencontrada, perdida, reencontrada. Aposta na improvisação porque sabe que o tempo não passa de folhas amassadas e reutilizadas. Eis o que podemos chamar de memória, como uma chapa de cobre que ficou na gaveta, perdida entre restos de ossos, sache de chá mofado, cartões inválidos, fotos de mortos, incenso envelhecido. Só que tudo é novo porque ainda não aconteceu.
É por isso que eu sou Creuza.

beijos
Marcia